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Golpe da Falsa Central: STJ decide que bancos devem indenizar clientes

Oct 22, 2025
2 min read

Updated: Sep 2

Você recebeu uma ligação dizendo que era do seu banco, pedindo para “verificar uma compra suspeita” e, pouco tempo depois, viu seu dinheiro sumir da conta?


Esse tipo de golpe – conhecido como “golpe da falsa central de atendimento” – tem se tornado cada vez mais comum. E agora, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu: os bancos e instituições de pagamento devem indenizar as vítimas quando há falhas na segurança.


🧩 O que o STJ decidiu

A Terceira Turma do STJ reconheceu que as instituições financeiras são responsáveis pelos prejuízos causados por golpes, sempre que não adotam mecanismos eficazes para:

  • Proteger os dados dos clientes;

  • Detectar transações fora do perfil habitual;

  • Bloquear movimentações suspeitas antes que causem prejuízos.


No caso julgado, o consumidor teve 14 transações indevidas em um único dia, além de empréstimos e pagamentos totalmente fora do seu padrão.Mesmo assim, o banco não bloqueou as operações.Resultado: o STJ entendeu que houve falha grave na segurança e determinou a indenização pelos danos materiais e morais.


Advogado Falsa Central Golpe Uberlandia

⚖️ O que isso significa na prática

Esse entendimento reforça o dever dos bancos e fintechs de proteger o consumidor contra fraudes.Mesmo quando o golpe envolve engenharia social (como a falsa central), o banco não pode simplesmente culpar o cliente. Se o sistema não detecta movimentações fora do padrão, o serviço é considerado defeituoso, conforme o Código de Defesa do Consumidor (art. 14).


💡 Em outras palavras:

Se o banco não garante a segurança mínima esperada, ele deve reembolsar o valor perdido e indenizar o cliente pelos danos sofridos.

🏦 Quem pode se beneficiar dessa decisão

  • Vítimas de golpes de falsa central de atendimento;

  • Pessoas que sofreram transferências via Pix, empréstimos ou compras indevidas;

  • Clientes de bancos digitais e instituições de pagamento (PicPay, Mercado Pago, Nubank, PagBank, etc.);

  • Qualquer correntista que notou movimentações fora do padrão e sem autorização.


📞 O que fazer se isso aconteceu com você

  1. Registre um boletim de ocorrência;

  2. Comunique o banco imediatamente;

  3. Guarde todos os comprovantes e protocolos;

  4. Procure um advogado especializado em direito bancário e do consumidor.

Cada caso precisa ser analisado com atenção — mas o STJ deixou claro: o consumidor não deve arcar sozinho com o prejuízo de uma falha de segurança.


📞 Precisa de orientação?

Tem dúvidas sobre os seus direitos ou precisa entender melhor a sua situação? Nossa equipe está pronta para oferecer a orientação necessária. Entre em contato conosco.


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